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Mês: julho 2020

2 grandes mitos sobre a raiva que impedem a assertividade

Aqueles que provenham de famílias tóxicas e, portanto, já sofreram abuso, possuem uma dificuldade natural de se conectarem com a raiva de forma saudável e agirem assertivamente. A assertividade – ou habilidade de nos posicionarmos com autoconfiança e fazermos valer nossos interesses e sentimentos, bem como os nossos limites pessoais – é um recurso precioso para os sobreviventes de abuso narcisista que desejam superar o trauma e viver uma vida autêntica e realizadora. Ser assertivo exige que o indivíduo se conecte com a raiva de modo maduro e centrado, respeitando-a e honrando-a sem culpa, medo e vergonha. A fim de melhorar o seu relacionamento com esta emoção tão importante e conseguir priorizar as necessidades de seu eu autêntico, elencam-se 2 grandes mitos sobre a raiva que impedem a assertividade:

2 grandes mitos sobre a raiva que impedem a assertividade
A raiva fica armazenada no corpo e pode tornar-se tóxica com o tempo

Sentir a raiva é feio: você não precisa ter uma mãe narcisista ou provir de uma família tóxica para já ter ouvido a famosa frase, “Sentir raiva da mamãe/do papai/da vovó… é feio”. Muitos de meus clientes se orgulham de “não sentir raiva”, como se isso fosse sinônimo de uma atitude educada, nobre, adulta e até sofisticada. Isso não somente é impossível, visto que são humanos e a raiva é uma expressão bastante orgânica desta humanidade, como também superprejudicial à saúde mental e dos relacionamentos. Conectar e sentir a raiva não é feio ou bonito, bom ou ruim, mas humano e essencial para nos protegermos e mantermos a nossa integridade e autoestima.   

A raiva é sempre expressa de forma tóxica: esta crença é típica de quem nunca presenciou a raiva no ambiente familiar sendo expressa de forma adulta e funcional, mas de forma agressivo-passiva ou superagressiva, ou seja, de um ou outro extremo disfuncional. A vítima de abuso narcisista, em particular, sabe muito bem o poder destruidor da agressividade tóxica – seja expressa de forma ativa (Para mais informações sobre “A ira narcisista”, recomendo a leitura do meu primeiro livro, Prisioneiras do Espelho, Um Guia de Liberdade Pessoal para Filhas de Mães Narcisistas) ou passiva (ofereço um estudo detalhado da agressividade passiva no meu segundo livro, Filha de Mães Narcisistas, Conhecimento Cura) e nutre um receio terrível de comportar-se que nem a genitora abusiva, “perder o controle” e magoar as outras pessoas. Nós somos capazes de expressar a raiva de forma centrada e até empática, basta nos conectarmos com ela e comunicá-la de forma emocionalmente madura, como, por exemplo: “Eu entendo como se sente, mas quando você ______ (comportamento) eu me sinto _______ (emoção ou sentimento, tal como com raiva/frustrada/irritada etc.)”.

Para conseguir conectar e expressar a raiva de forma saudável e comportar-se assertivamente, revela-se fundamental começar a questionar as crenças rígidas e disfuncionais sobre as emoções “negativas” como a raiva, como fizemos acima. Vale lembrar que, por mais que não seja registrada totalmente de modo consciente, a raiva fica armazenada no corpo e pode tornar-se tóxica com o tempo, causando problemas não somente de ordem psicológica/emocional, como também física. Se quiser se tornar mais tolerante com a própria raiva, recomendo a leitura dos seguintes artigos de minha autoria:

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