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Direito à autonomia: sim, você é quem decide com quem manter contato em sua vida

Quando você reflete acerca do que já aprendeu sobre o narcisismo materno e o efeito nefasto dos relacionamentos disfuncionais no seu desenvolvimento, crescimento pessoal e qualidade de vida, como se posiciona em relação ao seu direito de ver-se livre dessa influência? Você acredita no próprio sofrimento e direito de autodireção, escolha e mudança, para viver tranquila e centrada na autoestima, no amor e na harmonia? Se a sua resposta for sim, parabéns! Pois embora tenha sofrido abuso e manipulação emocional, tornou-se capaz de se reconectar com o seu direito à autonomia. Se a sua resposta for não, continue lendo, pois precisa ser relembrada de que sim, você é quem decide com quem quer ter contato em sua vida.

Direito à autonomia sim, você é que decide com quem tem contato em sua vida
Você é quem decide com quem manter contato em sua vida

Apesar de eu ser uma defensora do contato zero quando se julgar necessário, não se trata de algo que sirva a todos os filhos e filhas de mães narcisistas/tóxicas/abusivas, globalmente. Portanto, se este for o seu caso, gostaria de relembrar que, mesmo sem querer cortar o contato definitivamente, ainda possui o direito de reduzi-lo drasticamente ou mantê-lo, exclusivamente, nos seus termos. Também vale ressaltar que este princípio é valido não somente no contexto de famílias disfuncionais ou tóxicas, mas pode ser aplicado a qualquer relacionamento que a faça se sentir diminuída, negligenciada, impotente e/ou rejeitada. O seu direito à liberdade de escolha é universal e inquestionável, independente da mensagem comunicada, de forma direta ou indireta, de que é seu dever submeter-se, perpetuamente, às vontades, necessidades, opiniões e aos valores dos outros, seja da própria família ou demais pessoas influentes em sua vida.

Isso se deve ao fato de que somente você possui consciência real sobre o impacto que o comportamento dos outros exerce no seu bem-estar, em sua saúde mental e, até, física. Desta forma, se ignora quando alguém a faz sentir-se mal e continua mantendo o contato, embora se sinta inadequada, habitualmente, em sua presença, nega-se o direito à autonomia ou de escolher o que é melhor para si. O seu direito ao autogoverno, portanto, também compreende o seu direito à autoproteção, autopreservação e expressão de seu eu autêntico. Quando se recusa a dizer não ou a sair de situações e interações com aqueles que, de alguma forma, maltratam-lhe, está ferindo o próprio corpo e sabotando o seu direito à felicidade e realização pessoal. Lembre-se disso na próxima vez que se pegar se forçando a conviver com tais indivíduos. Isso pode lhe ajudar a, finalmente, quebrar o ciclo de abuso e negligência que sofre, seja proveniente de uma fonte externa ou resultante do que impõe a si própria.   

Se necessita de ajuda para cortar o contato com a mãe narcisista/toxica/abusiva, recomendo a leitura do Prisioneiras do Espelho, Um Guia de Liberdade Pessoal para Filhas de Mães Narcisistas, pois contém dicas práticas de como fazê-lo.

Para um estudo aprofundado das famílias e relacionamentos disfuncionais, recomendo a leitura do meu novo livro, Descontruíndo a família disfuncional.  

Para aprender como quebrar o ciclo de dependência dos relacionamentos disfuncionais, também recomendo os meus cursos online “A codependência” e “A dependência emocional”.   

4 comments

  1. Priscilla Kelly Madureira de Souza Brito disse:

    Obrigado, seus email além de altamente bem elaborados e evolutivos, funcionam para mim como uma voz carinhosa que me diz: ” Você é amada por si mesmo!”
    Gosto muito de recebe- los !!!!

  2. Lúcia Vanni disse:

    Minha mãe está iniciando um processo de demência aos 80 anos. Agora, demente, está um pouco menos má. Mas o egoísmo ainda é muito grande. A filha continua servindo para servi-la.

  3. Yola Isfer disse:

    Tão profundo e tão relevante. Essa semana estava justamente refletindo sobre isso, e de repente, esse e-mail chegou. Um reforço extremamente positivo que me ajudou a relembrar minhas prioridades… Obrigada Michele!

  4. Aline disse:

    Obrigada pelos seus textos. Sempre esclarecedores e acolhedores. É bom não se sentir só.

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