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Como se colocar em primeiro lugar em 2018

Como se colocar em primeiro lugar em 2018

Você tem todo o direito de se colocar em primeiro lugar

Dar prioridade ao próprio bem-estar não equivale a egoísmo, tampouco a narcisismo, já que uma autoestima alta é uma característica psicológica funcional e não patológica. Por mais que a sua mãe narcisista a tenha convencido do contrário ao longo de muitos anos de abuso, lavagem cerebral e um comportamento egoísta e egocêntrico, você tem todo o direito de se colocar em primeiro lugar. Mesmo que você seja mãe ou esteja vivendo um relacionamento amoroso, as suas necessidades, vontades e interesses têm grande relevância para a preservação de sua essência e saúde mental, bem como para garantir a sua qualidade de vida e a dos relacionamentos. Não há melhor exemplo de mãe, amiga ou parceira amorosa do que uma mulher que se valoriza como um indivíduo seguro e autônomo.

Sem dúvida, para quem foi criada em um ambiente familiar disfuncional e negligente, não se revela uma tarefa fácil concentrar-se em si, nos seus próprios problemas e objetivos. Se você está cansada de se sentir como uma atriz coadjuvante na própria vida, seguem 5 dicas de como se colocar em primeiro lugar em 2018:

1- Questione as atitudes e motivações codependentes

Colocar-se em primeiro lugar é dar atenção a si mesma de forma ativa e consciente, antes de tudo. Na prática, consiste em dizer não à codependência e sim ao amor-próprio, ou se concentrar em resolver a própria dor, assim como lidar efetivamente com os sintomas do trauma em vez de direcionar a atenção ao narcisismo da mãe, aos problemas do pai, da irmã, do irmão, dos amigos, parentes, parceiros amorosos etc., já que não são sua responsabilidade. Portanto, se a sua mãe é narcisista, não cabe a você encontrar a cura para o problema dela, pois além de não lhe pedir ajuda, não a reconhece como tal, tampouco dá valor a sua dedicação. A codependência não é uma atitude nobre, mas uma tendência comportamental masoquista e de autossabotagem baseada em estratégias de defesa e enfrentamento disfuncionais que evitam lidar com as emoções negativas fortes, tais como a tristeza e a vergonha de não ser amada pela própria mãe (e muitas vezes também pelo próprio pai e demais membros da família) através da negação, repressão, sublimação e dissociação, entre outros.

Para questionar a sua tendência codependente, monitore os pensamentos (sobretudo em relação a sua família) e, toda a vez que se flagrar tentando resgatar quem quer que seja, pergunte-se:

“Por que eu estou mais preocupada com os outros do que comigo mesma?”

“Que inseguranças e emoções negativas estou tentando mascarar através desta atitude?”

 “Quais são as minhas necessidades neste momento?”  

2- Mantenha uma atitude de tolerância zero com a culpa e a vergonha

No contexto do narcisismo materno, a culpa e a vergonha são sentimentos extremamente contraproducentes a uma autoestima saudável. É comum eu recomendar cautela aos meus clientes quando se sentem invadidos por tais sentimentos devido ao seu grande poder tóxico; entretanto, no caso de filhas de mães narcisistas, esta recomendação é redobrada. Se você tem uma mãe tóxica narcisista, recomendo muitíssimo que desconfie de pensamentos em relação a ela e à família que resultam em culpa e vergonha, pois 99,99% das vezes são incoerentes e provenientes de crenças negativas capazes de travarem o seu crescimento e desenvolvimento pessoal. Lide com a culpa e a vergonha como lidaria com um incêndio dentro de casa, extinguindo-as imediatamente. Para fazê-lo, pode contar com a ajuda do seu diálogo interno iniciando um questionamento racional, adulto e centrado das verdadeiras motivações de tais sentimentos, como a chantagem emocional, por exemplo. Se preciso, verbalize a sua aversão à culpa e vergonha de forma clara através da escrita ou dizendo para si mesma em voz alta: “Culpa/vergonha em alta, autoestima em baixa!” Quando você se liberta da influência da culpa e vergonha, readquire a atenção e energia necessárias para focar em si, nos seus interesses e nas suas realizações.

3- Diga não à autossabotagem

Cultivar uma “autoestima” condicional, não respeitar os próprios limites e negligenciar os sentimentos, bem como se entregar ao perfeccionismo, à crítica negativa, à codependência, à procrastinação e à imobilidade são atitudes autossabotadoras. Tudo aquilo que rejeita quem você é e cria uma distância entre você e a sua essência compromete a autorrealização, seja nos campos pessoal, acadêmico ou profissional. Se você tem o hábito de acreditar em todo e qualquer pensamento que passa pela sua cabeça – especialmente os motivados pela culpa e vergonha, que insistem em convencê-la de não ser e agir de acordo com o seu verdadeiro eu para garantir a aprovação alheia ou de que não é boa o suficiente para alcançar o que deseja – isso a torna uma vítima fácil da autossabotagem. Quebre o ciclo da ruminação e saia do seu estupor reivindicando o direito de ser você, independente do que isso signifique. Lembre-se de que se aprende muitíssimo a respeito de si mesmo por meio de todo e qualquer ato cometido de forma honesta e autêntica. Rejeite a voz derrotista do narcisismo materno, seja proveniente de sua própria cabeça ou da língua venenosa de sua mãe, dizendo não à autossabotagem e dê asas a sua criatividade e expressão pessoal.

Sentir-se bem e em harmonia consigo é possível por intermédio da expansão da autoconsciência e autoconhecimento. Para entrar o ano sentindo-se com mais autonomia, adote uma posição autoafirmativa e inovadora investindo em maneiras de pensar e agir que complementam a pessoa que é e o que deseja para a própria vida. Se ainda necessita de mais inspiração para começar a implementar mudanças positivas na própria vida, sugiro a leitura do meu novo livro, Filhas de Mães Narcisistas, Conhecimento Cura.  No capítulo de número 4, Os cinco As de emancipação da filha de mãe narcisista, descrevo as atitudes e comportamentos que ajudam a filha de mãe narcisista a superar problemas antigos, readquirir o controle sobre si e reconectar-se com a própria vida.

5 mentiras para proteger sua mãe narcisista

É comum vítimas de abuso emocional/psicológico, como filhas de mães narcisistas, usarem mentiras para proteger sua mãe narcisista. Após ler todo o conteúdo do Filhas de Mães Narcisistas como se estivesse lendo a respeito de sua própria vida, você fez o teste “mãe narcisista” somente para confirmar o que você já intuía de que a probabilidade dela ser é realmente grande. Apesar de toda a evidência de anos de abuso estampada em sua autoestima e de todo o conhecimento adquirido em pesquisas referentes a narcisismo materno, você ainda usa de mentiras para proteger sua mãe narcisista e justificar sua atitude descabida, pois foi condicionada a acreditar fielmente em suas supostas “boas intenções” ou “pureza maternal”. Tais pensamentos, errôneos e improdutivos, retardam o seu desenvolvimento pessoal mantendo-a presa a um relacionamento disfuncional. Para proteger-se da influência de tais pensamentos, é imprescindível identificá-los e analisá-los de maneira franca e objetiva.

A seguir, 5 mentiras para proteger sua mãe narcisista da responsabilidade de seus próprios atos:

1- “Ela é uma coitada”

Vamos deixar algo bem claro: a sua mãe narcisista não é uma coitada tampouco vítima de uma grande injustiça, você é. Você não tem de proteger a sua mãe de si mesma, mas se proteger da influência maligna e corrosiva dela. Narcisistas são perfeitamente capazes de distinguir entre o certo e o errado e possuem livre-arbítrio para tomarem suas próprias decisões. O que acontece na vida da sua mãe, a maioria é consequência direta das escolhas dela, inclusive seu comportamento impróprio e abusivo.

2- “Ela é minha mãe”

Mesmo? Se você acredita que mãe de verdade é aquela que cuida do bem-estar físico, emocional e psicológico dos filhos, fica difícil ignorar os fatos. Mãe verdadeira não faz a filha se sentir inadequada e rejeitada para se sentir melhor a respeito de si mesma. Mãe de verdade não usa a boa vontade e o amor incondicional dos filhos para autobenefício, nem os faz responsáveis por seu próprio bem-estar. Mãe não é somente um fato biológico, mas, sobretudo, quem ama e cuida.

3- “Ela não faz de propósito”

Adultos são responsáveis por seus atos. Ponto. Embora narcisista, sua mãe tem idade e experiência suficientes para entender o impacto que sua atitude exerce nos outros, principalmente em você. Mesmo tendo acompanhado seu desenvolvimento de maneira emocionalmente ausente, sabe o que fazer para conseguir a reação desejada. Usa de chantagem emocional para compeli-la a realizar as vontades dela, pois sabe como manipulá-la por meio de suas vulnerabilidades.

4- “Ela pode não demonstrar, mas sei que me ama”

Se a sua mãe de fato a ama, por que você se sente tão rejeitada, insegura e inadequada ao lado dela? Como Camões e Renato Russo explicam, “O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece”. Não é a conexão sanguínea a determinante do amor, mas a afinidade, a harmonia, o respeito e o afeto. Quando você é amada por alguém você se sente em paz com o mundo e você mesma, sente-se inteira. Você não se sente perdida, isolada emocionalmente. O que sustentou seu relacionamento com sua mãe esses anos todos não foi o amor, mas o interesse (dela), a dependência (mútua) e a falta de autoconhecimento (principalmente seu).

5- “Ela está mudando”

Se a sua mãe é narcisista, ela possui um transtorno de personalidade. Transtornos de personalidade não “cessam de existir” independentemente e da noite para o dia, mas seus sintomas são controlados com a ajuda de tratamento psicoterápico. O narcisismo também não se cura com amor, compaixão ou perdão, mas com acompanhamento psicológico efetuado por um profissional especializado no transtorno de personalidade narcisista, como um psiquiatra ou psicólogo com qualificação e experiência clínica. É claro que a sua mãe não é ininterruptamente ruim ou desagradável o tempo todo, pois não é uma máquina. Pode se comportar de modo razoável num dia e, no dia seguinte, apresentar um comportamento abusivo com probabilidade extremamente alta, visto ser a regra e não a exceção. Se você tende a “esquecer” de como é (mal)tratada, eu recomendo muitíssimo registrar suas experiências com a ajuda de um diário.

Se você frequentemente se vê repetindo quaisquer das afirmativas mencionadas, não se engane, você tem utilizado mentiras para proteger sua mãe narcisista. Seja honesta consigo mesma e honre seus sentimentos, se você se sente dominada por emoções de caráter antagônico como a raiva, vergonha e a culpa quando se encontra ao lado de sua mãe, se ela a faz sentir-se triste e abandonada tanto afetiva como emocionalmente é porque isto está de fato acontecendo. Não é fácil encarar de frente a verdade sobre o abuso narcisista, mas muito mais difícil e prejudicial é viver uma vida inteira traindo a si mesma para proteger um relacionamento que não funciona com uma mãe de mentira. Você merece mais, certo?

mentiras para proteger sua mãe narcisista

É comum vítimas de abuso emocional/psicológico, como filhas de mães narcisistas, usarem mentiras para proteger o/a praticante do abuso.

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