20 comportamentos de quem pratica o abuso psicológico/emocional

20 comportamentos de quem pratica o abuso psicológico/emocional
Aprenda como identificar atitudes abusivas

Por ser tão nocivo quanto o abuso de ordem física (ex.: abuso sexual, agressão física, violência doméstica), é extremamente importante que filhas de mães narcisistas entendam como o abuso psicológico/emocional ocorre na prática. Embora seja frequentemente ignorado e incompreendido devido a sua natureza abstrata e insidiosa, o abuso do tipo psicológico/emocional deixa marcas profundas em suas vítimas. É comum os sofredores deste tipo de abuso desenvolverem problemas crônicos de ansiedade, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), assim como a depressão e a baixa autoestima. O primeiro passo para se proteger contra o abuso psicológico/emocional é saber reconhecê-lo no dia-a-dia, pois, no contexto do narcisismo, ocorre – em sua esmagadora maioria – dentro de quatro paredes, no ambiente familiar e longe de plateia.  Para que você aprenda como identificar atitudes abusivas e reforce o seu poder de julgamento, seguem 20 comportamentos de quem pratica o abuso psicológico/emocional:

1- Usa de palavras duras e recriminadoras para fazer com que o outro se sinta pequeno, inadequado e/ou rejeitado enquanto se sente superior e de bem consigo mesmo.

2- Faz chantagem emocional para manipular os outros provocando-lhes vergonha e culpa para conseguir o que quer – sempre.

3- Recusa-se a reconhecer os limites pessoais dos outros para fazer somente o que favorece a si mesmo.

4- Embora seja afável na frente de outras pessoas para passar uma imagem de controle e maturidade, dentro de quatro paredes toma atitudes extremas, infantis e abusivas.

5- Faz promessas que nunca se tornam realidade – consciente de que não tem intenção alguma de cumpri-las – somente para isentar-se temporariamente de certas responsabilidades.

6- Invalida e/ou ignora sentimentos antagônicos nas outras pessoas quando resultantes de seus atos para que os erros e a falta de caráter não sejam reconhecidos.

7- Ignora a individualidade das outras pessoas e impõe vontades, gostos e preferências independente do impacto negativo causado nas autoestimas destas, para que somente seus interesses sejam atendidos.

8- Desconta as frustações pessoais nos outros e os culpa por suas falhas e, desse modo, exime-se de qualquer responsabilidade.

9- Usa da bondade, inocência e amor incondicional daqueles que dependem de si ou com quem tenha um relacionamento afetivo para manipulá-los a fazer somente o que beneficia a si próprio.

10- Trivializa a natureza dos comportamentos abusivos, como ataques verbais e o uso indiscriminado de mentiras como se fossem aceitáveis, sem importância ou inconsequentes.

11- Faz com que os outros se sintam isolados afetivamente, ignorando-lhes os estados psicológicos e emocionais para que se concentrem apenas em suas carências individuais.

12- Não reconhece a validade das ideias e opiniões dos outros – mesmo quando tem plena ciência de serem de fato úteis – para que somente seus pensamentos sejam considerados relevantes.

13- Mascara a frustração, a inveja ou o descontentamento pessoal por meio do sarcasmo, comentários afetados ou de duplo significado para atacar os outros de maneira não evidente, desestabilizando-os por completo para sentir-se superior e no controle (agressividade passiva e bullying).

14- Tem um ataque de nervos ou alimenta uma ira profunda quando as suas vontades não são atendidas para que todos se vejam forçados a fazer somente o que deseja.

15- Mente descaradamente e nega o que diz para que a sua atitude nunca seja julgada, mantendo uma posição privilegiada e evitando ser questionada.

16-  Usa títulos ou denominações de laços afetivo ou sanguíneo (pai, mãe, marido, esposa, filho, filha, namorado(a), chefe, parente, amigo(a), professor(a), padre etc.)  para justificar comportamentos abusivos, como se isso conferisse ao indivíduo o livre direito de agir de forma imprópria.

17- Não concede ao outro a oportunidade de expressar sentimentos ou pensamentos para se manter no centro das atenções.

18- Apropria-se de bens materiais e/ou financeiros sem consultar ou considerar as opiniões dos diretamente envolvidos para exercer controle absoluto sobre estes.

19- Trata o outro como uma extensão de si mesmo e critica ou rejeita tudo que confere a esta pessoa um senso de identidade própria, autonomia e individualidade para que esta se sinta eternamente inferior, subjugada e dependente.

20- Recusa-se a conversar com os outros e mantém-se em silêncio quando suas vontades não são atendidas para fazê-los se sentirem impotentes e compeli-los a se conformarem com os seus desejos e suas expectativas para serem aceitos.

Como filha de mãe narcisista, você cresceu e se desenvolveu em um ambiente familiar disfuncional e turbulento, característico dos contextos de abuso psicológico/emocional. Enfrentar esta verdade demanda coragem, reconhecê-la requer ação. A melhor maneira de lidar com o abuso, seja da natureza que for, é reduzir ou cortar definitivamente o contato com quem o pratica, ou seja, a sua mãe narcisista – a principal fonte supridora de estresse e descontentamento em sua vida. Para ajudá-la a libertar-se desta influência, eu recomendo o meu livro, Prisioneiras do Espelho, Um Guia de Liberdade Pessoal para Filhas de Mães Narcisistas. Se você necessita de suporte emocional e psicológico para quebrar o ciclo do abuso narcisista, clique aqui para informações a respeito da terapia online.